"Minha Alma
O Rappa
A minha alma tá armada
E apontada para a cara
Do sossego
Pois paz sem voz
Paz sem voz
Não é paz é medo
Às vezes eu falo com a vida
Às vezes é ela quem diz
Qual a paz que eu não quero
Conservar
Para tentar ser feliz
As grades do condomínio
São para trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que está nessa prisão
Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe sentar
Na poltrona no dia de domingo, domingo
Procurando novas drogas
De aluguel nesse vídeo
Coagido é pela paz
Que eu não quero
Seguir admitindo..."
"De Amor e Paz
Mart'náliaQuem anda atrás de amor e paz não anda bem
Porque na vida quem quer paz amor não tem
Seja o que for, sou mais o amor com paz ou sem
Sei que é de mais querer-se paz e amor também
Já que se tem que sofrer
Seja dor só de amor
Já que se tem que morrer
Seja mais por amor
Vou sempre amar não vou levar a vida em vão
Nem hei de ver envelhecer meu coração
Eu hei de ter ao invez de paz inquietação
Houvesse paz não haveria esta canção
Quem anda atrás de amor e paz não anda bem
Porque na vida quem quer paz amor não tem
Seja o que for, sou mais o amor com paz ou sem
Sei que é de mais querer-se paz e amor também
Já que se tem que sofrer
Seja dor só de amor
Já que se tem que morrer
Seja mais por amor
Não vou levar a minha vida toda em vão
Nem hei de ver envelhecer meu coração
Eu hei de ter ao invez de paz inquietação
Houvesse paz não haveria esta canção
Eu hei de ter ao invez de paz inquietação
Houvesse paz não haveria esta canção"
(Composição: Adauto Santos E Luiz Carlos Paraná)
Onde quero chegar? Não sei... não sei... Mas o custo de uma paz inquieta é a morte de minh'alma, morrendo de dentro para fora num silêncio quase cumplice de um acomodamento tamanho, num sofá em qualquer dia da semana...
Não responder, não falar, não expor, não dispor, não discutir, não esplanar, não questionar, não, não, não... tanto não num silêncio corajoso em assumir o medo, ou num segurar a lingua por covardia de "ter o rabo-preso", por ter cometido muitos erros e ser acometido por esse cancer-culpa-silencioso é o ter, meu rabo tá preso na covardia de enfrentar meus demonios e minha lingua cortando a gengiva em dentes cerrados de coragem.
É dificil, não entendem minha cruz, carrego o estigma, sinto-o nos olhares de quem conhecem mais afundo minha cruz, sondando quando vou recair, quando vou afogar-me em um copo de alcool... não sei, sei que sigo um-dia-apos-o-outro, mas é dificil segurar a inquietação (que muitos a tem como meus delirios, minhas insanidades - são meus questionamentos) seguir numa paz forjada na autodor, uma farça que carrega dores corporeas, ansiedades, insonias, pensamentos interrogativos sem pronunciar-me (fica a sensação de um aluno que tem uma duvida e por vergonha ou timidez não pergunta ao professor sobre ela)... Uma paz que não leva à felicidade.
Uma paz fabricada e enlatada num apartamento gradeado e bem trancado. Pior, uma felicidade enjaulada, qual caranguejo na lata se debatendo louca e tragando-a cigarro-apos-cigarro, nessa prisão de ossos, gorduras, musculos, viceras e sangue, na ansia de ser livre, mas "ser livre é coisa muito seria" na liberdade ou se é louco ou escapa-se em alguma droga...
Sigo os conselhos de Meu Pai: "... não beba, você não pode beber, seus demonios mostram os dentes, segure eles lá dentro, não beba, a bebida liberta e/ou inventa, mas traz seus demonios à pele... baixe a cabeça, e siga, siga em resignação... Aproveite e faça uma oração!"
Pois engulo minha felicidade, para tentar seguir em paz, mas não sei ao certo onde vou parar: Num hospital com indigestão e cancer de estomago (ou pulmão - cigarros); Ou vomitarei-a e ai, me poupem de seus olhares-juizes, vai respingar vomito em todos e em tudo quanto é lugar.
Sigo os conselhos de Meu Pai: "... não beba, você não pode beber, seus demonios mostram os dentes, segure eles lá dentro, não beba, a bebida liberta e/ou inventa, mas traz seus demonios à pele... baixe a cabeça, e siga, siga em resignação... Aproveite e faça uma oração!"
Pois engulo minha felicidade, para tentar seguir em paz, mas não sei ao certo onde vou parar: Num hospital com indigestão e cancer de estomago (ou pulmão - cigarros); Ou vomitarei-a e ai, me poupem de seus olhares-juizes, vai respingar vomito em todos e em tudo quanto é lugar.
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