TALHOS CACOS RETALHOS



24 de ago. de 2012

Não tenho Baú, nem gavetas...

Numa estante, não distante, bem presente, um periodo ausente, mas sempre presente, uma porta dá abrigo a máterias, provas fisicas do passado. Muita coisa ao longo dos anos entraram, sairam e assim perdurou até o dia da minha partida. Um novo inicio, um novo ciclo, uma nova casa sem estantes, algumas coisas foram comigo, provas que corroborassem minhas lembranças, provas de defesas e provas de acusações, algumas acompanharam numa caixa organizadora, outras ficaram na velha porta da estante, novas seriam anexadas.
Não só seriam como são anexadas a todo momento é um processo quase interminável (considerando variáveis religiosas, pode-se sugerir interminável, mas peço a vocês do juri que desconsidere essa suposição, por hora).
Por percalços do caminho partir de minha nova-antiga casa, retorno a antiga-nova casa, outras provas fisicas ficaram no processo de mudança, e tantas outras foram descartadas do processo.
Na busca por espaço na antiga estante provas foram descartadas, muitas, que levaram a outras tantas... até quase esvaziar a pequena porta da estante, restando algumas anotações minhas (escritos, poesias, poemas, haicais, cronicas...) .
Esse processo se estende em anexar novas provas físicas que reportem aos passos do sujeito, ao corroborarem à própria formação do sujeito, outras descartadas, não por não serem formativas, mas por serem volumosas ou  por ocuparem espaço demais...
Não são descartáveis, nenhuma prova desse processo é descartável, mas acumulando todas durante esses trinta e dois anos seria improvável e fisicamente impossível, para quem não faz parte do sistema jurídico do país, ou seria eu um acumulador compulsivo...
Provas físicas o tempo corroí, vira comida de traças e aduba a terra. Ativam lembranças é claro, mas esse processo é formativo e informativo, de troca e cognitivo.
Uma fotografia é um momento congelado na prateleira de uma estante, um álbum vai ao fundo de um baú junta a tantas outras coisas que fizeram parte do passado, não foram não são nem serão apagadas da Memoria só não tem espaço para guarda-las numa pequena porta de 30 por 30 centímetros e 30 de profundidade.
Não desprezo nem prego o desprezo pelo passado, muito ao contrario, eles me fazem e eu os fiz, mas não posso acumular tudo numa gaveta, até para ter espaço para o futuro.

24 de mai. de 2012

Não tem título, não tem uma linha, não tem nada.. Só motivo: resposta!
Estava eu fazendo uma faxina, aquela que você faz quando resolve que a vida têm que começar a andar, fluir, por algum lugar..rs
Fui atrás de algumas recordações, outras vieram sem serem convidadas, mas tudo bem, faz parte da Vida, nem sempre estamos preparados para o que não queremos, mas temos que aceitar e enfrentar.
Procurei por coisas que gostava, rasguei algumas que não mais faziam sentido. Olhei para outras com saudade, mas me despedi. Outras resolvi guardar: umas numa gaveta profunda, (quem sabe um dia olho para elas novamente!), outras deixei ali, pertinho de mim. Gosto delas e não quero, nem vou, abrir mão ou esquece-las.
Fui procurar por você, sei que já não está mais aonde nos deixamos. A vida seguiu, eu sei, mas ainda sim, esperava encontra-lo. Mas.... Você não estava mais lá! Procurei por algo que lembrasse a gente, algo que fizemos juntos. Eu tinha certeza que estaria lá. Tinha cer-te-za!
Imagina a minha surpresa quando não achei, imagina quantas coisas imaginei (você sabe que a imaginação é fértil!!!rs), imagina as duvidas sobre tudo que vivemos e tudo que falamos um para o outro. Aonde está? Cadê? Cadê aquilo que nos unia? Aonde tudo foi parar???
Deixa pelo menos aquilo que escrevemos juntos, deixa eu ter ao menos alguma coisa que seja de nós dois?. Será que você me entende? Ou que sabe seja algo sub-tendido ou será subentendido?? =]
Ainda te amo!


P.S. Sem correção para o Superego não censurar rss

25 de fev. de 2012

O caminho, o caminhar, os passaros, o vento, as pedras e a chegada

Quanto já andei? E olhem ainda foi pouco! Não importa a distância percorrida, tanto faz metros, centimetros ou quilometros de nada adianta a quantidade (dizem que tamanho é documento, vou fazer um RG de 2 Km² para ver se surte mais efeito ao me apresentar as pessoas, chato vai ser para arranjar uma carteira para quardar meu documento) e ponho aspas na qualidade (pois fingir não é tão facil).
Por vezes observo pessoas andando na orla, submersos em suas marés psiquicas, absortas, ao seu redor, viajando nos ventos mentais que sopram para longe do lugar onde estão, não falo só como espectador, o mesmo acontecce comigo, muitas vezes, quase sempre, cegando-nos para coisas que marcam, florecem, iluminam, sombreiam o caminho.
Nem sempre foi assim, comigo, me inseria na paisagem, no intuito de vive-la, sentir, sangrar, chorar, consolar, apanhar, observar... como uma amiga dizia "Observaação" "Viversualizar" funções basicas para a vida, em sua função de viver. Nem só um, nem só o outro para não viver apenas a vida escolhida, mas na sua integralidade, nossa felicidade e nossa tristeza sejam mancas por todo caminho. Tudo tem sua medida, pode ser intenso, manso, denso, tenso, tenro, macio, mas aguçar-nos ao sentido de perceber isso que vive-se como respira, quando aquela senção de que está esquecendo de respirar afligir para, para, para algo não está certo. Pare e reaprenda a respirar, para o oxigenio preencha-nos por osmose, e não de caso pensado.
No ritmo dos dias em que o açoite é um ponteiro de aço a acelerar as suas  chicotictacteadas nos pelourinhos das nossas cabeças e dos nossos corações, coisas se perdem ou deixam de ser encontradas, pois o passo é mais largo e centrado nas nossas (in)"concientes" (semi)"escolhas" e o caminhar, quase numa marchacapitalolimpica em busca do podium, das medalhas de ouro; deixam escapar coisas que não possam ser penduradas nas nossas estantes de trofeus.
Até os obstaculos são metamorfoseados em pessoas, esposas, maridos, filhos, pais... qualquer coisa desvirtue do caminho ao podium, e são secamente passados para tras da futura linha de chegada.
Conheci um senhor que foi muito rico, cheio de posses, foi mestre, doutor, empresario, banqueiro, mas começou como prestador de serviço, foi assalariado, transitou em todas as fases da piramide social: miseravel - classe E - classe D - classe C - classe B - classe A - Megamultimilionario; sempre da mesma forma de caminhar (A forma ideal, o inspirador der todos os outros); o conheci num leito de hospital (a ala recebia seu nome) definhando, mas cheido de remedios, 8 enfermeiras, 5 medicos estrangeiros, fora 20 nacionais; enfim, ele queria conversar, por acaso me falou: sabe estarei morto dentro de poucos dias, vão fazer um ritual homerico no funeral, falar das minhas conquistas, dos meus feitos e tal, mas vou morrer aqui numa tristeza desgraçada, pois no caminho que escolhi na vida nãso dei importancia ao meu caminhar: não vi meus filhos crescerem, não ouvi suas risadas nem seus choros, visitei paises não conheci paises, entrei em museus não apreciei museus, comprei artes e tranqueias num cofre...
amanhã ou depois morrerei e dentro do meu caixão vão só flores, cujos odores não admirei durante toda minha vida, agora elas vão perfumar a podridão do meu corpo em decomposição.

29 de set. de 2011

"Te ver e não te querer..."

Você me manda pensar, exige que eu escreva, e eu me pergunto: para que?
Para que escrever se nós dois sabemos o que acontece quando escrevo. Nós sabemos que algumas gavetas são abertas e tudo aquilo que fazemos questão de esconder (de quem? mentimos para nós mesmos, nos enganamos quando achamos que escondemos de nós, do mundo!) vem à tona.

Quem sai mais machucado desta estória? Quem se machuca mais quando estas “malditas” gavetas do destino são abertas?

Tem momentos que alguns pensamentos caem na nossa cabeça como um cofre pesado. Hoje me toquei (será que só hoje mesmo?) o quanto uma única decisão errada pode afetar tantas outras coisas. Como só uma decisão, de uma única pessoa, pode afetar a vida de tantas. Maldito “efeito borboleta”. Maldita decisão errada, maldito medo. Eu te amaldiçôo, eu te odeio. Ou me odeio?

Tem horas que a simples visão da sua pessoa, a voz do outro lado da linhal, me consome como madeira no fogo. Estalo, me perco, me mato! Mato-me aos poucos ao ver que a vida pode ser tão cruel. Que meu maldito medo me afastou e te afastou. Mato-me ao ver que não temos saída... Ou temos?

Resignação. Pqp quem inventou esta palavra! Não quero, não vou! Mas o que fazer?

Que caminho trilhar nesta nossa vida?

Abrir a gaveta? Deixar que todos os nossos sonhos, desejos, possam existir novamente?

Ela passa! Ela brinca! É alegre e cheia de vida! Doi! Como dói! Como dói saber que não te dei este presente. Como dói saber que não estaremos juntos numa só pessoa.

Droga! Vou fechar a gaveta e esperar.

Esperar que a Vida nos ajude. Esperar que um dia possamos estar juntos e abrir a gaveta, sem medos, sem receios, sem sub-entendidos ou subentendidos.

Quero esta nova chance! Quero uma nova decisão! Deus! Por favor! Eu me arrependo! Eu Lhe suplico! Ainda há tempo?

“ Te ver e não te querer...”

4 de mai. de 2011

Não é isso que queremos, ou é?

"A Banda
Chico Buarque

Estava à toa na vida

O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem

A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor"



Quantos de nós paramos para ver a banda passar? Seja cantando o que for, existem aqueles de nós que paramos para vê-la passar, ouvi-la ou sair da frente para dar passagem. Mas existem bandas que não poderíamos parar para ver, na verdade, não poderiamos sequer parar.
Quando as bandas podres dos poderes passam arrastando no seu bloco diminuto, fechado e enclausurado em cordão de impunidade, tocando marchinhas pitorescas e escancarando seu canto por todos os lados, cada um em suas customizadas fantasias (Ternos e Gravatas, e Togas, com dinheiro nas cuecas, nas meias, nas bolsas, nas maletas...), rindo e dançando numa rua otimamente assfaltada com nossos bolsos, pavilhadas com nossas contas pagas, até as não pagas... Paramos e vemos, saimos e damos passagem, ou melhor votamos para que essa banda óconcur possa-posse voltar a passar em seu desfile bianual...
Quantas outras bandas seguem esse ritmo de diferentes formas, umas tocando musicas conservadoras (mas conservar o que mesmo? as proprias verdades como verdade inexorável e imutável); outra com um cordão largo de exclusão, uma banda segregada de tanta segregação impregnada; uma banda disfarçada, milenar, que puxa o carro de apoio na chibata ilibada e pálida do racismo (fala baixo, no Brasil não existe isso. - Será mesmo?)... Ei para para para para para para PARA! Repara se essas ultimas bandas não estão todas em um mesmo bloco? Não conseguimos reparar, ou poucos reparam, pois paramos para vê-las passando...
Nós temos que reparar nas bandas ditas minorias (na verdade são maiorias sem midia suficiente) para quebrarmos o marasmo dessa festa momesca que se dá não no inicio do ano, pois estão de recesso, mas durante o resto do ano; ou paramos e vamos para as ruas fazendo o verdadeiro carnaval brasileiro o de rua, sem corda, sem corja, sem gravata e sem terno... ou ficaremos na janela de LCD ou Plasma ou LED vendo as bandas desfilarem na sua apoteótica alegoria de inatingiveis...

21 de abr. de 2011

Quanto cabe a um ponto final, se insiste em ser reticências?

"Condicional
Los Hermanos

Quis nunca te perder
Tanto que demais
Via em tudo céu
Fiz de tudo cais
Dei-te pra ancorar
Doces deletérios
E quis ter os pés no chão
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá
é botão de flor
O sabor de fel
é de cortar

Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu, muito bem

Quis nunca te ganhar
Tanto que forjei
Asas nos teus pés
Ondas pra levar
Deixo desvendar
Todos os mistérios

Sei tanto te soltei
Que você me quis
Em todo o lugar
Lia em cada olhar
Quanta intenção
Eu vivia preso

Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu
O que eu queria o que eu fazia o que mais?
E alguma coisa a gente tem que amar
Mas o que não sei mais

Os dias que eu me vejo só
São dias que eu me encontro mais
E mesmo assim eu sei também
Existe alguém pra me libertar
(Rodrigo Amarante)"


Um ponto final. É ele reto, quadrado, enquadrado nas normas, nas regras gramaticais. Se olha no espelho e se não se vê finito. Como num jogo de espelhos paralelos observa-se em infinitude, num universo em segmento, sempre em segmento.

Olha para sua vida e percebe-se reticências, longas reticências: Ideias inacabadas, deixadas para completar mais tarde, ou num aliviar das dores de cabeça; Ideologia equilibrada num desequilibrio sinaptico, sem posicionar-se em finda postura, metamorfoseando-se em seg-men-tos; Cursos sem diplomas abertos num ciclo de serem complementados em algum momento, que não chega, e se prolonga em uma linha pontilhada; Até no sono, não põe a cabeça no travisseiro e dorme, por fim; Amores, então, pouco se afirmou na posição de ser o que lhe é, muito pouco em ser, ao menos, uma afirmação final, sobra-se e seg-men-ta-se em três tristes lagrimas duvidosas reticências...

Não soube-se firmar, nem afirmar, só seguindo, na sua porra-louquice de ser o que lhe convinha, solto sendo segmentos de si, sem caber em si que só em ser ponto já lhe era infinito. Queria ser reticências...
Deixou passar, talvez, oportunidades, que hoje são só reticências sem complementos, reticências depois de pesados "ses"(...se...).
De tanto se buscar em ser o que não sabia ser, nem o que buscava, se emaranhou numa estrata sem saída, sem chegada, sem sinais para dizer para onde ir, ou se deve voltar... mas ao pano de fundo de uma das suas imagens refletidas nesse jogo de espelhos se vê o medo-virgula que te deixou na insegurança de perder o pouco que tinha, se prendendo-o a isso num misto de apego ao comodo e a necessidade de abrigo.

13 de abr. de 2011

Paz X Felicidade

"Minha Alma
O Rappa

A minha alma tá armada
E apontada para a cara
Do sossego
Pois paz sem voz
Paz sem voz
Não é paz é medo
Às vezes eu falo com a vida
Às vezes é ela quem diz
Qual a paz que eu não quero
Conservar
Para tentar ser feliz
As grades do condomínio
São para trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que está nessa prisão
Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe sentar
Na poltrona no dia de domingo, domingo
Procurando novas drogas
De aluguel nesse vídeo
Coagido é pela paz
Que eu não quero
Seguir admitindo..."

"De Amor e Paz
Mart'nália
Quem anda atrás de amor e paz não anda bem
Porque na vida quem quer paz amor não tem
Seja o que for, sou mais o amor com paz ou sem
Sei que é de mais querer-se paz e amor também
Já que se tem que sofrer
Seja dor só de amor
Já que se tem que morrer
Seja mais por amor
Vou sempre amar não vou levar a vida em vão
Nem hei de ver envelhecer meu coração
Eu hei de ter ao invez de paz inquietação
Houvesse paz não haveria esta canção
Quem anda atrás de amor e paz não anda bem
Porque na vida quem quer paz amor não tem
Seja o que for, sou mais o amor com paz ou sem
Sei que é de mais querer-se paz e amor também
Já que se tem que sofrer
Seja dor só de amor
Já que se tem que morrer
Seja mais por amor
Não vou levar a minha vida toda em vão
Nem hei de ver envelhecer meu coração
Eu hei de ter ao invez de paz inquietação
Houvesse paz não haveria esta canção
Eu hei de ter ao invez de paz inquietação
Houvesse paz não haveria esta canção"

(Composição: Adauto Santos E Luiz Carlos Paraná)



Onde quero chegar? Não sei... não sei... Mas o custo de uma paz inquieta é a morte de minh'alma, morrendo de dentro para fora num silêncio quase cumplice de um acomodamento tamanho, num sofá em qualquer dia da semana...
Não responder, não falar, não expor, não dispor, não discutir, não esplanar, não questionar, não, não, não... tanto não num silêncio corajoso em assumir o medo, ou num segurar a lingua por covardia de "ter o rabo-preso", por ter cometido muitos erros e ser acometido por esse cancer-culpa-silencioso é o ter, meu rabo tá preso na covardia de enfrentar meus demonios e minha lingua cortando a gengiva em dentes cerrados de coragem.
É dificil, não entendem minha cruz, carrego o estigma, sinto-o nos olhares de quem conhecem mais afundo minha cruz, sondando quando vou recair, quando vou afogar-me em um copo de alcool... não sei, sei que sigo um-dia-apos-o-outro, mas é dificil segurar a inquietação (que muitos a tem como meus delirios, minhas insanidades - são meus questionamentos) seguir numa paz forjada na autodor, uma farça que carrega dores corporeas, ansiedades, insonias, pensamentos interrogativos sem pronunciar-me (fica a sensação de um aluno que tem uma duvida e por vergonha ou timidez não pergunta ao professor sobre ela)... Uma paz que não leva à felicidade.
Uma paz fabricada e enlatada num apartamento gradeado e bem trancado. Pior, uma felicidade enjaulada, qual caranguejo na lata  se debatendo louca e tragando-a cigarro-apos-cigarro, nessa prisão de ossos, gorduras, musculos, viceras e sangue, na ansia de ser livre, mas "ser livre é coisa muito seria" na liberdade ou se é louco ou escapa-se em alguma droga...
Sigo os conselhos de Meu Pai: "... não beba, você não pode beber, seus demonios mostram os dentes, segure eles lá dentro, não beba, a bebida liberta e/ou inventa, mas traz seus demonios à pele... baixe a cabeça, e siga, siga em resignação... Aproveite e faça uma oração!"
Pois engulo minha felicidade, para tentar seguir em paz, mas não sei ao certo onde vou parar: Num hospital com indigestão e cancer de estomago (ou pulmão - cigarros); Ou vomitarei-a e ai, me poupem de seus olhares-juizes, vai respingar vomito em todos e em tudo quanto é lugar.