TALHOS CACOS RETALHOS



19 de mai. de 2010

Nunca sei um título

Passa a lingua nos dentes e percebe que tudo é real, sim, aquele dia existiu, não era um pesadelo.
Daniela se olha no espelho, como pôde? Como pôde dormir com um cara que nem conhecia?
Olha de novo e se pergunta, o que aconteceu?
Foi uma PG? Ou o seu Id que de tão reprimido, ultimamente, encontrou um jeito e se libertou?
Lápis nos olhos, cheiros misturados, arrependimentos, amnesias e resaca moral, é tudo que lhe resta... Se a noite foi boa? Suas amigas irão perguntar, e ela nem isto saberá responder... "Alimento comido com febre, sem gosto", uma diz.
Deus! Perdão! É tudo que consegue pedir.
Toma um banho, lava o corpo, e a alma, quem lava?
Resolve seguir adiante. Mas o que fazer com a consciência? Como encontrar a paz e fazer as passes consiguo? Ela se olha de novo no espelho e percebe que nada pode ser feito com o passado. Passou! Ela diz.
Mas de repente brotam-lhe lágrimas nos seus olhos ainda pretos da maquilagem... Chora! Chora como ha tempos não chorava e se encolhe, depois de anos, pensa na sua mãe e como seria bom voltar a sua fortaleza.
A campainha toca e ela percebe que só lhe resta o futuro e que este, a Deus e a ela, pertence!

Um comentário:

  1. Parabéns pela primeira postagem.
    Espero que continue a escrever, pois partilhar sua escrita é uma forma, dentre muitas, de eternizarmos...
    Beijos.

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